{"id":1596,"date":"2026-06-18T13:13:27","date_gmt":"2026-06-18T13:13:27","guid":{"rendered":"https:\/\/aqualie.org.br\/?p=1596"},"modified":"2026-06-18T13:29:01","modified_gmt":"2026-06-18T13:29:01","slug":"1596","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/2026\/06\/18\/1596\/","title":{"rendered":"Pesquisadores do Instituto Aqualie registram o clique de maior frequ\u00eancia j\u00e1 documentado para uma baleia-de-bico no mundo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Era madrugada no Atl\u00e2ntico Sul quando os equipamentos a bordo do navio <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Eco Warrior <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">captaram algo que ningu\u00e9m esperava. Nas profundezas escuras do oceano, a centenas de quil\u00f4metros do litoral nordeste do Brasil, um animal emitia um som. Um som agudo, preciso, diferente de tudo o que j\u00e1 havia sido registrado para qualquer baleia-de-bico no mundo. Ningu\u00e9m viu o animal. Ningu\u00e9m sabe exatamente o que ele \u00e9. Mas ele estava l\u00e1 \u2014 e deixou sua assinatura ac\u00fastica gravada nos hidrofones do <\/span><a href=\"https:\/\/aqualie.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Instituto Aqualie<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse momento, ocorrido na madrugada de 8 de mar\u00e7o de 2020 e repetido novamente em 2 de julho de 2025, resultou em uma das descobertas mais intrigantes j\u00e1 feitas por pesquisadores brasileiros no campo da bioac\u00fastica marinha. O estudo, publicado em 2026 na revista cient\u00edfica internacional <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Marine Mammal Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2014 uma das mais respeitadas do mundo na \u00e1rea de mam\u00edferos marinhos \u2014, apresenta o <\/span><b>BW90<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: o sinal ac\u00fastico de maior frequ\u00eancia de pico j\u00e1 registrado para uma baleia-de-bico em qualquer oceano do planeta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os autores do artigo s\u00e3o pesquisadores do <\/span><a href=\"https:\/\/aqualie.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Instituto Aqualie<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e do Laborat\u00f3rio de Ecologia Comportamental e Bioac\u00fastica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF): <\/span><b>Nat\u00e1lia Rodrigues-Soares, Raphael Barbosa Machado, Yasmin Viana e Artur Andriolo.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> O trabalho pode ser acessado gratuitamente em: <\/span><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/mms.70161\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/mms.70161<\/span><\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1601 aligncenter\" src=\"https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem1-300x217.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem1-200x145.jpg 200w, https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem1-300x217.jpg 300w, https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem1-400x290.jpg 400w, https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem1.jpg 490w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Figura 1 do artigo \u2014 Perfil ac\u00fastico do BW90: formas de onda, distribui\u00e7\u00e3o Wigner-Ville e espectro de pot\u00eancia das detec\u00e7\u00f5es D01 e D02. Fonte: Rodrigues-Soares et al., Marine Mammal Science, 2026.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>Um som jamais ouvido antes<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As baleias-de-bico (fam\u00edlia Ziphiidae) est\u00e3o entre os mam\u00edferos mais misteriosos do planeta. Mergulhadoras profundas e esquivas, passam a maior parte do tempo a centenas ou milhares de metros abaixo da superf\u00edcie e raramente s\u00e3o avistadas. Para estud\u00e1-las, cientistas recorrem a uma t\u00e9cnica chamada <\/span><b>monitoramento ac\u00fastico passivo (PAM)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: ao inv\u00e9s de procurar o animal com os olhos, ouve-se o oceano com hidrofones altamente sens\u00edveis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi exatamente essa abordagem que permitiu a descoberta do BW90. Utilizando um <\/span><b>array linear de 300 metros com quatro hidrofones omnidirecionais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, rebocados a cerca de 5 metros de profundidade e operando a uma taxa de amostragem de 500 kHz, a equipe do <\/span><a href=\"https:\/\/aqualie.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Instituto Aqualie<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> capturou dois eventos ac\u00fasticos distintos \u2014 com cinco anos de diferen\u00e7a, em locais separados no Atl\u00e2ntico Sudoeste equatorial e nordeste do Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O nome BW90 segue a conven\u00e7\u00e3o cient\u00edfica internacional para sinais ac\u00fasticos de baleias n\u00e3o identificadas: &#8220;BW&#8221; vem de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">beaked whale<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (baleia-de-bico em ingl\u00eas), e &#8220;90&#8221; refere-se \u00e0 <\/span><b>frequ\u00eancia de pico do sinal: aproximadamente 90 kHz.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> O limite superior da audi\u00e7\u00e3o humana \u00e9 de cerca de 20 kHz. O BW90 est\u00e1 muito al\u00e9m do que nossos ouvidos conseguem perceber \u2014 mas os hidrofones do Instituto Aqualie ouviram.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Quando identificamos esse sinal pela primeira vez, percebemos que ele apresentava caracter\u00edsticas incomuns em rela\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es j\u00e1 descritos para baleias-de-bico. A frequ\u00eancia observada era mais alta do que os registros dispon\u00edveis na literatura. Isso nos levou a investigar cuidadosamente o sinal, revisar os dados de forma criteriosa e considerar diferentes possibilidades antes de concluir que se tratava de um registro in\u00e9dito. \u2014 <\/span><\/i><b><i>Nat\u00e1lia Rodrigues-Soares, pesquisadora do Instituto Aqualie<\/i><\/b><\/p>\n<p><b>Dois registros, cinco anos de dist\u00e2ncia, o mesmo mist\u00e9rio<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A primeira detec\u00e7\u00e3o (D01) aconteceu na madrugada de <\/span><b>8 de mar\u00e7o de 2020<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, entre 00h46 e 00h52, a aproximadamente 213 metros do array ac\u00fastico, ao largo do litoral nordeste do Brasil. Foram registrados 313 pulsos FM (modulados em frequ\u00eancia) e 3 cliques de ecolocaliza\u00e7\u00e3o sem varredura espectral.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A segunda detec\u00e7\u00e3o (D02) ocorreu em <\/span><b>2 de julho de 2025<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, entre 22h07 e 22h11, a cerca de 90 metros do array ac\u00fastico, na margem equatorial brasileira. Dessa vez, 65 pulsos FM (modulados em frequ\u00eancia) foram capturados.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da dist\u00e2ncia geogr\u00e1fica e do intervalo de cinco anos entre os registros, a an\u00e1lise estat\u00edstica multivariada revelou <\/span><b>sobreposi\u00e7\u00e3o entre os dois conjuntos de sinais<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2014 indicando com alto grau de confian\u00e7a que ambas as detec\u00e7\u00f5es correspondem ao mesmo tipo de sinal e, muito provavelmente, \u00e0 mesma esp\u00e9cie de animal.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1597 aligncenter\" src=\"https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem2-300x179.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"179\" srcset=\"https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem2-200x119.jpg 200w, https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem2-300x179.jpg 300w, https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem2-400x238.jpg 400w, https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem2.jpg 420w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Figura 2 do artigo \u2014 PCA das caracter\u00edsticas ac\u00fasticas dos cliques para D01 e D02. A sobreposi\u00e7\u00e3o substancial sugere a mesma esp\u00e9cie. Fonte: Rodrigues-Soares et al., Marine Mammal Science, 2026.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;A consist\u00eancia entre os dois registros foi um dos aspectos mais importantes do estudo. Quando voc\u00ea tem dois eventos ac\u00fasticos t\u00e3o similares, coletados em condi\u00e7\u00f5es diferentes, em anos diferentes, em locais distintos \u2014 isso n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. Isso \u00e9 padr\u00e3o. E padr\u00e3o, na ci\u00eancia, \u00e9 informa\u00e7\u00e3o.&#8221; \u2014 <\/span><\/i><b><i>Artur Andriolo, Instituto Aqualie<\/i><\/b><\/p>\n<p><b>Quem \u00e9 esse animal? O mist\u00e9rio das profundezas<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pergunta que intriga a comunidade cient\u00edfica \u00e9: qual esp\u00e9cie produz o BW90? A resposta honesta, por enquanto, \u00e9: n\u00e3o sabemos. E essa incerteza, longe de ser uma limita\u00e7\u00e3o, \u00e9 em si mesma uma descoberta extraordin\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para tentar estimar o tamanho do animal a partir do som que ele produz, os pesquisadores do <\/span><a href=\"https:\/\/aqualie.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Instituto Aqualie<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> aplicaram uma regress\u00e3o linear log-log entre frequ\u00eancia de pico e comprimento corporal de todas as esp\u00e9cies de baleias-de-bico com dados dispon\u00edveis na literatura. A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 clara e estatisticamente robusta (R\u00b2=0,79; r=\u22120,88; p&lt;0,001), confirmando que quanto menor o animal, mais agudo \u00e9 o seu som.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com base nesse modelo, a frequ\u00eancia de 90,4 kHz do BW90 corresponde a um animal de aproximadamente <\/span><b>3,23 metros de comprimento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> (IC 95%: 2,69\u20133,98 m) \u2014 menor do que qualquer baleia-de-bico conhecida.<\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-1599 aligncenter\" src=\"https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem3-300x254.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem3-200x170.jpg 200w, https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem3-300x254.jpg 300w, https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem3-400x339.jpg 400w, https:\/\/aqualie.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/Imagem3.jpg 460w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Figura 3 do artigo \u2014 Rela\u00e7\u00e3o entre frequ\u00eancia de pico e comprimento corporal das baleias-de-bico. Ponto verde = BW90 estimado em ~3,23 m. Fonte: Rodrigues-Soares et al., Marine Mammal Science, 2026.<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Isso nos leva a uma hip\u00f3tese fascinante: o BW90 pode ter sido produzido por um adulto de uma esp\u00e9cie de baleia-de-bico de pequeno porte que ainda n\u00e3o foi descrita pela ci\u00eancia.&#8221; \u2014 <\/span><\/i><b><i>Nat\u00e1lia Rodrigues-Soares, Instituto Aqualie<\/i><\/b><\/p>\n<p><b>O som como ferramenta de conserva\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A descoberta do BW90 vai al\u00e9m do fasc\u00ednio cient\u00edfico. Ela tem implica\u00e7\u00f5es diretas para a conserva\u00e7\u00e3o das baleias-de-bico no Brasil \u2014 animais que vivem em \u00e1guas onde ocorrem levantamentos s\u00edsmicos para prospec\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s. As baleias-de-bico est\u00e3o entre os cet\u00e1ceos mais vulner\u00e1veis ao ru\u00eddo antropog\u00eanico subaqu\u00e1tico, e um animal desconhecido n\u00e3o pode ser protegido.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;O monitoramento ac\u00fastico passivo est\u00e1 transformando nossa capacidade de conhecer e proteger esp\u00e9cies que jamais conseguir\u00edamos estudar de outra forma. Uma baleia que nunca \u00e9 vista pode ser ouvida por nossos sistemas. E um animal que n\u00e3o conhecemos n\u00e3o pode ser protegido. Por isso, descobertas como essa do BW90 s\u00e3o fundamentais n\u00e3o apenas para a ci\u00eancia, mas para a conserva\u00e7\u00e3o.&#8221; \u2014 <\/span><\/i><b><i>Artur Andriolo, Instituto Aqualie<\/i><\/b><\/p>\n<p><b>O Instituto Aqualie e a ci\u00eancia que vem de Juiz de Fora<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sediado em Juiz de Fora, Minas Gerais, o <\/span><a href=\"https:\/\/aqualie.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Instituto Aqualie<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 uma das principais refer\u00eancias do Brasil em pesquisa, conserva\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o voltadas a mam\u00edferos aqu\u00e1ticos. Em parceria com o Laborat\u00f3rio de Ecologia Comportamental e Bioac\u00fastica da UFJF, o Instituto conduz campanhas de monitoramento ac\u00fastico passivo em \u00e1guas profundas do Atl\u00e2ntico Sul, gerando dados de alta relev\u00e2ncia cient\u00edfica e conservacionista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A publica\u00e7\u00e3o na <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Marine Mammal Science<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> representa um marco para a institui\u00e7\u00e3o e coloca os pesquisadores brasileiros no centro de um debate cient\u00edfico global sobre a biodiversidade ainda desconhecida dos oceanos profundos.<\/span><\/p>\n<p><b>O que vem a seguir<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os pr\u00f3ximos passos da pesquisa envolvem ampliar o monitoramento ac\u00fastico na regi\u00e3o, buscar novos registros do BW90 e tentar associar o sinal a um animal identificado visualmente ou geneticamente.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;Cada novo registro que obtivermos nos aproxima de entender quem est\u00e1 produzindo esse sinal. Esse processo pode levar anos. Pode levar d\u00e9cadas. Mas a ci\u00eancia funciona assim \u2014 com paci\u00eancia, rigor e monitoramento cont\u00ednuo de muito tempo no oceano. E o Instituto Aqualie estar\u00e1 l\u00e1.&#8221; \u2014 <\/span><\/i><b><i>Nat\u00e1lia Rodrigues-Soares, Instituto Aqualie<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por enquanto, nas profundezas do Atl\u00e2ntico brasileiro, um animal pequeno e desconhecido continua emitindo seus cliques agud\u00edssimos \u2014 indiferente \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que est\u00e1 provocando.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Artigo completo: <\/span><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1111\/mms.70161\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/doi.org\/10.1111\/mms.70161<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> | Site: <\/span><a href=\"https:\/\/aqualie.org.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">aqualie.org.br<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> | Instagram: <\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/instituto_aqualie\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">@instituto_aqualie<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era madrugada no Atl\u00e2ntico Sul quando os equipamentos a bordo  [&#8230;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":1606,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[31,30],"tags":[],"class_list":["post-1596","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-publicacoes"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1596","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1596"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1608,"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1596\/revisions\/1608"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aqualie.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}